quarta-feira, 26 de março de 2008

do alto da gargalhada



Um sorriso extremo. Sorria de de si.
Sorria de cisma.
Sorria do sol. Sofregava. Caçou maldade na cabeça antes de rir novamente. Concordou com as mãos e parou de rir. Do alto da gargalhada ele se externou. Costurou parte a parte o barulho do riso. Estava farto.
Pisou sem ver no princípio do riso.
E voltou adiante. Voltou a rir. Agora sorria estranho, terminando o riso pela metade: calculando-se. Seguiu-se um um riso misturado: lembranças, fúrias, sofismas.
Demorou-se calado.
O riso se fora. respirou. Fez a benção. Esperando ainda que a alegria voltasse
um outro dia.

Um comentário:

Anônimo disse...

acho que ele não tem dias muito felizes. ;~~