quarta-feira, 2 de abril de 2008

(o texto era brilhante)

ele não cedeu.
e arrancou das palavras aquilo que mais era comum a todos.
ele não cedeu.
(o texto era brilhante).
afastou-se, discordou, jogou o velho assunto no chão.
ele não cedeu.

jamais escreverá aquele livro novamente.

4 comentários:

sumiu disse...

um viva aqueles que não cedem!

Ronice Kelmis disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ronice Kelmis disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ronice Kelmis disse...

...a imagem criada, principalmente, pelo "não ceder" neste texto, que é brilhante, faz-me lembrar a imagética de "O cacto" de Manuel Bandeira: belo, áspero, intratável.
...que possamos ter esta impenetrabilidade, jorgar os velhos hábitos no chão e nos revertirmos com trajes capazes de propiciar a ruptura com o 'status quo'!

Kelmis*